segunda-feira, 31 de maio de 2010

Produção Industrial de abril no Brasil

Sai amanhã. Pensei em tomar um pouco de janeiro, mas optei por não fazê-lo, dada a possibilidade de um número mais fraco. A posição em juros é na inclinação jul/11 x jan/11 (dur. neutro)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Euro Fraco e a Alemanha

Muitos discordam de mim nesta. Acho que as empresas alemãs se beneficiarão muito de um euro mais fraco, porque são exportadoras de excelente qualidade.

A recomendação é comprar o DAX (índice da bolsa alemã) e vender o Euro para hedgear esta posição. Muitos me chamaram atenção para o fato de que o setor de Financials pode sofrer (por problemas de Grécia e afins), ele pesa 25% do índice. Então acho que o hedge (do setor - 25% da exposição) poderia ser feito comprando uma put da Allianz, 10% fora do dinheiro, com prazo de 6 meses. Vou fazer a simulação com uma posição simplesmente vendida no papel (eliminando o setor da carteira).

O trade completo seria:
DAX Index - comprado - 134%
Allianz SE-REF (ALV GY) - vendido - 33%
Euro - vendido - 101%

Eu tive hoje a idéia de colocar as trade ideas aqui, então, vou acompanhar os ganhos como se a posição fosse montada hoje e duas semanas atrás:

Preços
Preços
Hoje
09/abr/10
DAX
6.332,10
6.249,70
Allianz
88,71
93,57
Euro
1,3324
1,3500


Agora que montei a tabela, fiz os cálculos: o trade ganhou 4,8% nestas duas semanas. Faço um follow-up quando necessário.

Juros Brasileiros

Com o mercado precificando gande probabilidade de que o COPOM dê três altas de 75 bps, fica muito assimétrica a aposta em um cenário de 3 altas de 50 bps, através de uma posição dada no julho/10, que está hoje a 9,50% a.a.

Tabela de Cenários

COPOM  28/abr   10/jul   22/jul   Taxa Final   Mudança 
Cenário 1
75
75
75
9,56%
+0,06%
Cenário 2
50
75
75
9,33%
-0,17%
Cenário 3 
50
50
75
9,25%
-0,25%


O teste de stress: 3 altas de 1%. Resultaria numa perda de 0,37% para cada patrimônio equivalente ano aplicado.

Vou postar aqui como montada hoje. no vencimento digo o ganho/perda.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

CRB entrega alta (em reais)

No último trimestre de 2009, o CRB avançou em reais, causando preocupações de que poderia causar uma aceleração da inflação em reais. As preocupações aumentaram com a queda do real no início do ano de 2010 (caindo 7% no ano). Entretanto, no último movimento de realização, o CRB também caiu, voltando a patamares mais confortáveis quando se pensa em inflação.


Implicações
Alta da Selic pode não ser tão acentuada.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mortgage Yields US

Em março terminam as compras de US$ 1,25 tri de emissões de hipotecas pelo Fed.

Implicações
- Maiores taxas em hipotecas poderão deprimir mercado imobiliário nos Estados Unidos.
- Fim da emissão de moedas pelo Fed pode restringir liquidez do mercado financeiro.
- Taxa de juros real menos negativa.

Outros dados
- Vendas de imóveis nos EUA já caíram em dezembro: 16% (surpreendendo o mercado)
- Fundos de Bonds estão "underweight" em mortgages frente a níveis históricos (talvez porque saibam que taxas vão subir)
- Fannie Mae e Freddie Mac já estão com cerca de US$ 100 bi de déficit (não me lembro a fonte).
- Yield dos Mortgages de 30Y frente a Treasuries hoje: 75 bps; Antes da crise: 100 bps.
- Há expectativas de que demanda por mortgages aumente quando taxas abrirem 20 a 30 bps

Conseqüências Possíveis
- Taxas de juros para empresas podem aumentar, se spread de mortgages estiver maior frente a treasuries.
- Recuperação econômica mais lenta nos EUA.
- Se curva abrir demais pode causar um aperto monetário na economia dos EUA, causando nova recessão.
- Se Fannie Mae e Freddie Mac estiverem sem condições de conceder novos empréstimos, conseqüências podem ser piores.
- Com mercado imobiliário pior, bancos podem incorrer em perdas maiores decorrentes da crise.
- Mutuários podem ter dificuldades de renegociar dívidas: maior número de foreclosures.
- Nova espiral decadente de preços de imóveis.

Ações Governamentais Possíveis
- Fed pode intervir, estendendo o programa de compra de ativos.
- Obama pode lançar novo pacote focando mercado residencial (mas governo já está com déficit alto)

Impactos Possíveis em Preços
- Queda de bolsas: especialmente bancos, real estate e consumo (incapacidade de consumidores se refinancearem).
- Valorização do EUR: se Europa continuar se recuperando lentamente.
- Valorização EUR e Ouro: se Fed estender programa de compra de ativos (em meio a um enfraquecimento da economia dos EUA).
- Valorização do USD em um primeiro momento, caso haja um movimento de "Fly to Quality".

Possíveis hedges
- Short Financiais/Real Estate: via put ou vs. S&P
- Long EUR: caso Fed decida continuar com Quant. Easing

Possíveis Oportunidades
- Compra de ações Real Estate após anúncio de pacote por Obama.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Queda do Euro

Queda do Euro de 1,60 para 1,40 é muito positiva para economia da UE, já que aumenta competitividade dos exportadores, que estavam com a corda no pescoço. Destaque para números mais fortes de PMI na Alemanha.

Impactos:
- Economia na zona do Euro no 1T10 pode crescer mais forte que esperado.
- Euro pode voltar a se valorizar.

Compulsório

Reportagem no Globo: 30/jan/10

"Meirelles disse que o Banco Central está avaliando se elevar o nível do compulsório de bancos (o montante que estes têm de recolher ao BC) é pertinente. Isso reduziria a quantidade de liquidez disponível. O BC reduziu o nível do compulsório durante a crise, medida que deve expirar no fim de março. Pode-se manter o compulsório no patamar atual, levá-lo de volta ao nível pré-crise ou até elevá-lo, explicou Meirelles:
Não há nenhum compromisso com um caminho ou outro: voltar ao nível anterior, mantê-lo no patamar atual ou aumentá-lo um pouco. Não há nenhum compromisso, e nós analisaremos isso no devido tempo."

Impactos possíveis
- Adiar alta das taxas de juros.
- Pode haver puxada das taxas dos CDBs ao final de março.



Nota
- BCs de Índia e China subiram compulsório dos Bancos antes de subirem juros.
- Impacto só seria relevante se bancos privados estiverem emprestando: percepção é que BB e Caixa correram à frente deles.